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6 de novembro de 2014

Aplicativo Rascunho IRPF auxiliará contabilistas na entrega da declaração em 2015

Presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo - Sindcont-SP comenta os benefícios do programa da Receita Federal


Lançado na segunda-feira, 3, pela Receita Federal do Brasil – RFB, o aplicativo “Rascunho IRPF”, contribuirá de forma significativa para agilizar a prestação de contas com o Fisco, na avaliação do contador Jair Gomes de Araújo, presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo – Sindcont-SP, Entidade que representa mais de 70 mil profissionais da Contabilidade que atuam na Região Metropolitana de São Paulo.

“O profissional da Contabilidade poderá reunir as informações de seus clientes no decorrer do ano e obter com antecedência comprovantes como os de compra e venda de imóveis e veículos. O uso do “Rascunho IRPF” poderá inclusive minimizar a necessidade de fazer retificações ocasionadas pelo preenchimento incorreto de dados ou a falta de informações. Sem dúvidas, este planejamento resultará em melhores condições na prestação de serviços desses profissionais”, explica.

O programa “Rascunho IRPF” pode ser baixado neste link no site da Receita Federal e traz ao usuário um formulário semelhante ao utilizado na entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF. Nele, o usuário poderá inserir diversas informações, como as que se referem a compra e vendas de bens, além de valores e informações sobre despesas médicas.

Acessível por meio de tablets, smartphones e desktops e compatível com sistemas operacionais Android e iOS (Apple), o aplicativo estará disponível até 28 de fevereiro de 2015, sendo que no dia 1º de março o contribuinte terá a opção de importar as informações preenchidas para o formulário oficial.

Fonte: De León Comunicações / 06/11/2014
quinta-feira, novembro 06, 2014 Postado por Unknown 0

5 de novembro de 2014

Reforma tributária e retrocesso

O contribuinte, silencioso em seu sofrimento diário, não está morto. Sua paciência roça no limite do bom comportamento


Em três ocasiões consecutivas ao longo da gestão Dilma, o Movimento Brasil Eficiente, campanha reunindo mais de cem entidades da sociedade civil, conseguiu fazer chegar ao governo, por meio do ministro Guido Mantega, sugestões práticas de como acelerar a reforma tributária e tornar mais eficiente a gestão do dinheiro do contribuinte. Essas bandeiras não são partidárias; são a maior demanda da sociedade brasileira. Sabemos que uma reforma tributária correta trará de volta o crescimento vigoroso que há muito não se vê no país.

As propostas do Movimento dão respostas objetivas a três dificuldades tremendas de se mexer em impostos. Primeiro, explica como sair do manicômio (o sistema atual) para algo simples, sem alterar as arrecadações dos entes federativos — União, estados e municípios. Segundo, como implantar uma reforma por etapas sem, no entanto, deixar de apresentar a visão do objetivo final, que é a redução radical do número de tributos, que fazem do Brasil o campeão mundial em custos burocráticos ao cumprir tais obrigações. Terceiro, como controlar a carga tributária total e, na etapa final, melhorar a distribuição e alocação regional dos recursos.

O MBE apresentou caminhos novos ao ministro. Primeiro, mostrou que é possível aglutinar TODOS os tributos federais e estaduais que incidem na circulação de uma mercadoria, sem mexer nas proporções que cada ente de governo recebe naquele tributo, bastando criar uma porcentagem fixa — uma “URV fiscal” — assim permitindo ao reformador do sistema evitar lidar com a dificuldade intratável de compensar aos “perdedores”, os estados prejudicados na aplicação do tributo reformado. Isso é verdade no caso do ICMS, imposto cuja receita vai passando de um estado para outro com alíquotas diferentes.

A regra de ouro criada pela proposta do MBE diz: “Ninguém ganha; ninguém perde”. A arrecadação pós-reforma continuará preservada nas proporções exatas para cada ente até o nível do dia da mudança. Não há necessidade de se inventar qualquer “fundo de compensação aos perdedores”. Não há perdedores. Ganha, sim, o penado contribuinte, com uma simplificação radical do modo de pagar.

Em segundo lugar, ao se aglutinar, desde logo, o ICMS às contribuições federais, como PIS, Cofins, Contribuição Previdenciária Patronal e, também, o IPI, se torna possível respeitar as participações da União, estados e municípios, portanto regularizar — sem prejudicar — os inventivos fiscais existentes, e acabar com a terrível sobreposição de tributos hoje praticada. Finalmente, cria-se o Conselho de Gestão Fiscal, tão falado pelos candidatos, que já tramita no Senado Federal, por iniciativa do próprio MBE.

O governo Dilma e seu ministro insistem noutro caminho. Querem votar uma reforma “aos pedaços” em que não se vislumbra aonde querem chegar, tornando impossível sua compreensão pelos parlamentares. Além disso, a versão que o governo quer votar lida mal com os tais estados “perdedores”, tentando repor perdas futuras com dois fundos compensatórios (FCR e FDR). Em vez de fazer uma reforma NEUTRA em seus efeitos, como propõe o MBE, o governo pagará pelo menos R$ 20 bilhões, POR ANO, em “compensações” aos supostos entes perdedores, por duas décadas (!), tudo às custas — pasmem — do contribuinte, a quem a reforma prometera defender. Ora, esses fundos não deram certo na Lei Kandir e tornarão a pretendida reforma mais um “saco sem fundo”, pela choradeira dos supostos prejudicados. É puro retrocesso; isso não é reforma.

O ministro Mantega não deu bola para as sugestões práticas da sociedade. A presidente Dilma agora parece ter pressa. Essas duas atitudes, indiferença a boas ideias e pressa no erro, poderão tornar o governo, mal reeleito, objeto de ainda mais desconfiança, inviabilizando a retomada dos negócios no país. O contribuinte, silencioso em seu sofrimento diário, não está morto. Sua paciência roça no limite do bom comportamento. Os 250 mil brasileiros que assinaram as sugestões do MBE querem ser ouvidos, seja em palácio, no Congresso, ou nas ruas.

E, você... o que acha dessa reforma [retrocesso] tributária?

Fonte: Administradores.com / 05/11/2014

quarta-feira, novembro 05, 2014 Postado por Unknown 0

Para quem o Simples é desvantagem

São 142 categorias de profissionais autônomos incluídas no Simples e somente é vantajoso optar pelo regime se a empresa tiver mais de 8 funcionários


São 142 categorias de profissionais autônomos incluídas no Simples e somente é vantajoso optar pelo regime se a empresa tiver mais de 8 funcionários.

Segundo Orlando Silveira, vice-presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC) as categorias são: advocacia; fisioterapia; corretores de seguros; corretores de imóveis; para quem presta serviço de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros, transportando professores, alunos e funcionários de fábricas; e transporte urbano.

“Considerando que uma empresa fature R$ 180 mil ao ano, R$ 15 mil mensalmente, a alíquota no lucro presumido é de 5,93% sobre o faturamento e o Imposto Sobre Serviço (ISS) é de 5%. Se somarmos, dá 10,93%. Estando no Simples, a alíquota sobe para 16,93%”, compara.

A economia ocorre sobre a folha de pagamento, que enquanto no lucro presumido se paga 28,8% de INSS, não há essa cobrança no Simples, explica Silveira. “A economia, em certas certas situações, chega a 42%”, diz. (BC)

Fonte: Jornal de Hoje / 04/11/2014
quarta-feira, novembro 05, 2014 Postado por Unknown 0

3 de novembro de 2014

Senado aprova MP de incentivo à economia; medida vai à sanção presidencial

O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (29), a Medida Provisória (MP) nº 651/14, que prevê a desoneração da folha de pagamento de cerca de 60 setores da economia. A MP também abre uma nova etapa do Programa de Recuperação Fiscal (Refis) da Crise - programa em que empresas e pessoas físicas podem parcelar seus débitos tributários.

A medida foi aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 14 de outubro, com validade até dia 6 de novembro. A matéria agora segue para a sanção da Presidência da República.

Assim que a nova lei for publicada, os contribuintes terão mais 15 dias para se beneficiar das condições previstas no Refis, como o parcelamento em 180 meses.

Honorários advocatícios

Com o objetivo de estimular a adesão ao Refis, a MP afasta a fixação de honorários advocatícios e de verbas de sucumbência nas ações judiciais que forem extintas em decorrência da adesão do devedor ao parcelamento.

Outra novidade da MP é a possibilidade de o contribuinte utilizar crédito de prejuízos fiscais e de base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fazer quitação antecipada de débitos parcelados pela Receita Federal ou pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), que presidiu a comissão mista da MP, disse que o texto atende a diversos setores com desoneração e incrementa a economia nacional.

Parcelamento de dívidas

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) criticou um dos itens da proposta que prevê o parcelamento de dívidas públicas decorrentes de improbidade administrativa, inclusive com possibilidade de redução do valor devido.

Preocupado com a questão, Aloysio pediu que o artigo fosse votado separadamente. "Estaríamos facilitando a vida daquele que na vida pública agrediu a vida de todos os brasileiros", argumentou o senador.

Para o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), a emenda é um "elogio ao malfeito". O senador José Pimentel (PT-CE), líder do governo, garantiu que o Executivo já deixou claro que esse artigo será vetado. O senador Wellington Dias (PT-PI) disse que não é razoável dar um benefício para quem cometeu crime com o dinheiro público. No entanto, declarou confiar no compromisso de veto.

Na mesma linha, o senador Waldemir Moka (PMDB-MS) disse não concordar com o parcelamento, mas que votaria confiado na informação do veto e para não comprometer a MP. "Ou nós votamos ou nós vamos perder o prazo da MP e prejudicar vários setores da economia", apontou Moka.

O senador Jucá lembrou que qualquer alteração no texto faria a MP voltar à Câmara dos Deputados, com o risco de a matéria perder a validade. Ele reafirmou o compromisso do governo em vetar a emenda. Levado à votação no Plenário nesta quarta-feira, o item foi mantido. 

Fonte: Notícias Agência Câmara / 01/11/2014 

segunda-feira, novembro 03, 2014 Postado por Unknown 0

26 de agosto de 2014

TRF exlcui acidente de trajeto do cálculo de fator previdenciário

Laura Ignacio
De São Paulo

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região (SP e MS) concedeu a pelo menos duas empresas o direito de excluir do cálculo do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) acidente sofrido por funcionário no percurso do trabalho para casa.

O FAP foi adotado pela Previdência Social para reduzir ou aumentar as alíquotas da contribuição ao RAT (Riscos Ambientais do Trabalho), com base nos índices de cada empresa. Como varia de 0,5 a dois pontos percentuais, pode reduzir à metade ou dobrar a alíquota do tributo (de 1% a 3%), que incide sobre a folha de salários.

Segundo o desembargador José Lunardelli, relator do processo analisado pela 11ª Turma, "se o trabalhador, ao retornar para sua casa após um dia de trabalho, é alvejado por tiros disparados pela arma de um ladrão, isso não pode ser imputado à empresa, que não é responsável pela segurança pública, essa dever do Estado."

Para a procuradora-chefe da Fazenda Nacional da 3ª Região, Soleni Sônia Jozze, o acidente de trajeto deve ser computado no cálculo do FAP por ser relativo ao trabalho.

As decisões do TRF, segundo o advogado Leonardo Mazzillo, podem reforçar os argumentos sobre a inconstitucionalidade do FAP. Para ele, o fator é inconstitucional por ser em parte baseado em estatísticas às quais as empresas não tem acesso por serem relacionadas a outros contribuintes e trabalhadores. Porém, Mazzilo pondera que só é válido discutir o fator previdenciário na Justiça se for superior a 1. Só acima deste percentual, a alíquota do RAT - que depende do grau de risco da atividade desenvolvida pelo contribuinte - será elevada.

Fonte: Valor Econômico - Legislação e Tributos / 20/08/2014
terça-feira, agosto 26, 2014 Postado por Unknown 0

26 de maio de 2013

Palestra sobre o sistema tributário brasileiro orienta acadêmicos

Na última sexta-feira (24) foi realizada uma palestra na Faculdade Anhanguera de Bauru com o tema: "Manicômio Tributário – legislação e jurisprudência tributária", proferida pelo Dr. Omar Augusto Leite Melo, advogado e consultor tributário, sócio do escritório Leite Melo & Camargo Sociedade de Advogados, pós-graduado em Direito Tributário pelo Centro de Extensão Universitária, professor de Direito Tributário, autor de livros e artigos na área tributária, editor dos sites www.tributomunicipal.com.br, www.eireli.com, www.refisdacrise.com.br e www.tributacaonaconstrucao.com.br .

Com inicio as 19h20, Dr. Omar apresentou inúmeros exemplos de tributos em nosso cotidiano, demonstrando que itens de consumo, renda, bens entre outros sofrem dura tributação e que em 2013 o brasileiro trabalharia 5 meses só para pagar impostos.

De forma clara e objetiva apresentou como grande variedade de legislações, normas e jurisprudências são elaboradas e aplicadas. Compartilhou diversos exemplos práticos de atuação do Fisco e como estes contribuintes se defenderam, além dos processos ainda em julgamento.

Esclareceu dúvidas dos ouvintes, destacou a grande importância do profissional contábil nas empresas, onde possui papel estratégico mesmo tendo alta carga de trabalho para os Governos.

Registramos nossos agradecimentos ao Dr. Omar pela brilhante apresentação e contribuição no desenvolvimento e formação profissional de nossos acadêmicos.

Prof. Jairo


Fotos do evento:

  

  

 
domingo, maio 26, 2013 Postado por Unknown 0

6 de março de 2013

Notícia: Entenda como o atual sistema de impostos atrapalha o país

O Brasil tem uma Carga Tributária excessiva em relação ao desenvolvimento e o nível de renda que ele tem.

Todo o país monta a sua infraestrutura com o dinheiro que arrecada em impostos. Eles são fundamentais. No ano passado, o Brasil arrecadou muito. Foram 36,27% da riqueza representada pelos Bens produzidos aqui e pelos Serviços realizados. É um recorde histórico. O problema é que aquilo que o Brasil devolve aos cidadãos e às empresas não está à altura do que se paga.

Pouco importa se o produto é supérfluo ou de primeira necessidade. O leão da Receita Federal vai entrar na empresa, morder e levar um naco na forma de impostos. Uma fábrica de pães é um bom exemplo. Mesmo tendo algumas isenções de impostos por produzir alimentos, a mordida é de 13% do que ela fatura. Isso apenas para fazer o pão, sem contar a matéria-prima que entra na fábrica já carregada de impostos: óleo, energia elétrica, gás. Até a essencial farinha de trigo vem tributada. Para chegar à mesa do consumidor, o governo ainda vai cobrar impostos pelo transporte e pela venda.

No ano passado, a máquina do estado arrecadou o equivalente a 36,3% de tudo o que foi produzido no Brasil. De 1947 até hoje, a Carga Tributária cresceu duas vezes e meia.

“O Brasil tem uma Carga Tributária excessiva em relação ao desenvolvimento e o nível de renda que ele tem. Talvez devíamos ter em média, hoje, na ordem de 27% a 28% de carga tributária”, opina Juarez Rizzieri, pesquisador da Fipe.

Países com Renda Per Capita próxima à do Brasil têm Carga Tributária bem menor. O peso dos impostos aqui é comparável ao de países ricos com bom serviço público.

“Nós pagamos realmente Carga Tributária de país desenvolvido, mas os Serviços ficam em nível de país subdesenvolvido”, critica a tributarista Ives Gandra.

O técnico em eletroeletrônica Gabriel Texeira, funcionário da fábrica de pães, reclama do pouco que o estado devolve em troca do que recolhe. Na casa dele, nós calculamos quanto ele e sua mulher Carla pagam de contribuições e impostos diretos, como imposto de renda, IPVA, INSS. Deu R$ 873 por mês.

“Ainda tem os impostos que são incluídos no alimento, no transporte, nos veículos. A Carga Tributária é altíssima. Esse é o maior problema. Não é só o salário. Em tudo que a gente consome tem imposto”, diz Gabriel.

O peso dos impostos indiretos pagos por Gabriel e sua família pode ser estimado com base nas tabelas do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. O exame dos gastos mensais - prestação de carro, escola, alimentos, luz, água, telefone e outros - mostra que os impostos indiretos ficam em torno de R$ 1.590. A renda bruta mensal é boa, R$ 5.969, mas, somando os impostos diretos com os indiretos, cerca de R$ 2.463 vão para os cofres do governo.

Apesar disso, Gabriel e Carla têm de pagar escola particular para os filhos e plano de saúde para a família para terem ensino e atendimento médico eficientes.

“O maior problema é o retorno desses impostos que a gente não tem. Se tivesse um serviço público de qualidade, valeria a pena pagar este e até mais impostos, mas desde que tivesse um retorno satisfatório pela parte do poder público”, acrescenta Gabriel.

“Era de se esperar que um país que arrecada muito também investisse muito. Infelizmente, o Brasil quebra essa regra. Temos uma Carga Tributária alta, das maiores do mundo, e estamos na lanterna do mundo em termos de Investimento público. A proporção do nosso Orçamento que destinamos para obras, seja de portos, estradas, seja de escolas ou hospitais, é muito baixa”, reforça o Economista José Roberto Affonso.

Além do peso dos impostos, é preciso levar em conta também a burocracia para pagar os impostos. A legislação é complicada. Só um exemplo: o pão francês, por fazer parte da cesta básica, é isento de PIS, Confins e ICMS. Mas se ele levar um pouco de gergelim por cima, deixa de ser francês e os impostos voltam.

A isenção é estadual. Esse pãozinho francês, quando é vendido no Nordeste, tem 7% de ICMS. Nos outros estados, 12%. É um custo que vai parar no Preço do pãozinho.

A fábrica de pães recolhe 11 impostos e contribuições diferentes e tem de preencher pelo menos 18 formulários. Cada obrigação é regida por disposições que mudam a toda hora.

“Você tem cerca de 3.500 normas, mais ou menos, normas governamentais. E para você absorver tudo isso, controlar tudo isso, Demanda muito tempo, Demanda muito valor”, conta Daniel Nascimento, diretor financeiro da fábrica.

Um tributarista diz que a constituição de 1988 transferiu receitas da União aos estados e municípios. Para recuperar o que perdeu e fazer frente a garantias sociais, como aposentadoria rural e seguro desemprego, o governo federal elevou alíquotas e criou novas contribuições. A carga aumentou e a legislação ficou ainda mais emaranhada.

“Desde 1988, desde a nova constituição é que os impostos, especialmente os impostos estaduais, ICMS, vêm sendo degradados ano após ano, mês após mês. Eu costumo dizer que a cada edição do Diário Oficial, o sistema tributário piora”, conclui Clóvis Panzarini, ex-secretário da Fazenda de São Paulo.

Fonte: G1

quarta-feira, março 06, 2013 Postado por Prof. Jairo César 0

5 de setembro de 2012

Falta capacitação de pessoal para o projeto SPED e novos padrões contábeis


Uma pesquisa online realizada entre 19 de julho e 25 de agosto mostrou que os profissionais da contabilidade não foram devidamente preparados para a nova realidade que surgiu com a padronização das normas contábeis e o projeto SPED (Sistema Público de Escrituração Digital).

O resultado chama a atenção porque os dois processos estão em curso há pelo menos cinco anos no Brasil e são considerados bastante complexos.

Os dados da pesquisa “Empreendedorismo contábil no mundo pós-SPED” foram consolidados a partir da obtenção de 795 respostas. A margem de erro é de 4% para um nível de confiança de 95%.

Dos entrevistados, 41,9% disseram que nunca participaram de cursos e eventos de capacitação sobre padronização das normas contábeis, enquanto 34,9% afirmaram o mesmo em relação ao projeto SPED.

Outros dados inquietantes mostram que apenas 22,7% dos profissionais contábeis cursaram mais de 40 horas de treinamentos operacionais sobre Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). O índice relacionado à EFD-ICMS/IPI é de 21,5%, seguido da EFD-Contribuições (16,6%) e SPED Contábil (12,3%).

De acordo com a pesquisa, a maior parte das empresas (61,3%) não investiu em marketing ou eventos para clientes, adequação à IFRS (60%) e consultoria organizacional (58,6%).

Além disso, menos da metade das empresas (44%) investiu em infraestrutura tecnológica e 43,4% reverteram recursos em sistemas de informação.

“A reclamação sobre a complexidade de adaptação ao SPED e as constantes mudanças legislativas é compreensível, mas não justifica toda esta falta de capacitação profissional e desinteresse das empresas contábeis em investir em seus colaboradores”, avalia o professor José Dias Duarte, que participou do levantamento.

De acordo com a pesquisa, praticamente sete em cada dez profissionais avaliaram a EFD-Contribuições como difícil ou muito difícil. A legislação foi citada por 45,9% dos entrevistados como sendo a principal dificuldade enfrentada pelos profissionais. Para 63% dos participantes, os impactos do SPED são positivos para as empresas de Lucro Real.

Uma das percepções iniciais do SPED, a queda gradual da carga tributária no médio e longo prazo, parece não ser algo plausível para os profissionais contábeis.

A maioria, ou 71,7%, acredita que a sistemática não reduzirá a carga tributária, enquanto 64,4% têm a mesma opinião de que a complexidade neste campo não diminuirá.

Outro cenário mostra que 58,4% dos participantes acham que o SPED não reduzirá os custos operacionais das empresas e 55,6% têm essa avaliação quanto aos custos operacionais dos escritórios contábeis.

Entretanto, 53,1% apostam no aumento do valor das consultorias em sistemas; 49,3%, no preço das licenças de software; e 46,4%, na remuneração das consultorias tributárias.

O perfil dos profissionais e das empresas consultadas durante a pesquisa é o seguinte:
  • 68,7% das respostas foram registradas por profissionais da contabilidade; 59,6% ocupam cargos de liderança, sendo 29,2% empresários;
  • 71% trabalham em empresas com mais de dez anos de existência;
  • 27,7% das empresas informaram ter faturamento anual acima de R$ 10 milhões e 42,6% até R$ 1 milhão;
  • 52,4% das empresas têm até 100 clientes;
  • 71,6% das empresas têm na escrituração fiscal sua atividade principal;
  • 32,9% declararam ter aumentado em mais de 30% o tamanho de sua base de clientes desde 2007.
  • 37,5% das empresas apresentaram um crescimento nas receitas acima de 30% desde 2007.

Para a pesquisa foi formulado um questionário com 37 perguntas de múltipla escolha.

Participaram da iniciativa, além do professor Duarte, Edgar Madruga, administrador de empresas e auditor; Edson Lima, sócio-diretor do Grupo Skill; Fernando Sampaio, diretor da SinergiX Soluções Empresariais Inteligentes; Jorge Campos, das comunidades SPED Brasil e EFD-Social; José Adriano Pinto, sócio-diretor da BlueTax e do portal JAP’s-SPED; Mauro Negruni, diretor da Decision IT e membro do GT 48; Tânia Gurgel, advogada e sócia da TAF Consultoria; e Tiago Coelho, tributarista e diretor da FiscALL Soluções.

Fonte: TIInside
quarta-feira, setembro 05, 2012 Postado por Unknown 0