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9 de outubro de 2012

Notícia: Simulações ajudam a avaliar e escolher o modelo tributário de empresas


Apesar de ser atraente para pequenas empresas por representar uma simplificação -uma única declaração é feita para o pagamento de oito tributos-, a opção pelo Simples não deve ser feita sem um estudo prévio.

"Não existe receita de bolo. O ideal é que o empresário faça simulações com a ajuda de um profissional", diz Júlio César Durante, gerente da unidade de políticas públicas do Sebrae-SP.

Porém, tendo em vista que o final do ano é o momento de avaliar se a opção feita pela empresa continua sendo a mais adequada para o ano seguinte, algumas pistas podem indicar que outros regimes de tributação sejam mais adequados para cada momento da empresa.

A mudança de regime deve sempre ser realizada na primeira declaração do ano seguinte.

OPÇÕES

Além do Simples Nacional, pequenas empresas podem pagar seus tributos pelo lucro real ou pelo lucro presumido.

Uma empresa que tem margens de lucro variáveis durante o ano, por exemplo, poderá ter seus prejuízos compensados se pagar impostos pelo lucro real, diz Durante.

Nessa modalidade, o imposto é pago sobre o lucro, e não sobre o faturamento.

Outra questão é o tamanho da folha de pagamento, diz o presidente do Sescon-SP, José Maria Chapin Alcazar.

Segundo ele, entre os tributos pagos por optantes do Simples, a maior porcentagem se destina a contribuições para a Previdência.

Como o valor da contribuição fora do Simples é de 20% sobre a folha de pagamento, estar no Simples se torna mais vantajoso quando uma empresa tem um custo grande com funcionários, afirma Alcazar.

Já uma empresa com poucos colaboradores pode acabar pagando mais para a Previdência no Simples.

A opção pelo Simples também pode significar perda de competitividade em alguns setores.

Isso se deve especialmente aos créditos de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), diz Durante. Uma empresa que compra produtos de optantes do Simples terá direito a menos créditos do que se comprasse de uma não optante.

Fonte: Folha de S.Paulo 
terça-feira, outubro 09, 2012 Postado por Unknown 0

11 de setembro de 2012

Pesquisa mostra o comportamento dos profissionais contábeis após a implantação do Sped


De acordo com o levantamento, somente 22,7% dos profissionais da área cursaram mais de 40 horas de treinamentos sobre a nota fiscal eletrônica

Após cinco anos da padronização das normas contábeis e dos projetos do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), 41,9% e 34,9% dos profissionais da área, respectivamente, nunca participaram de cursos e eventos de capacitação sobre estes dois temas.

Esses dados são resultados da pesquisa on-line "Empreendedorismo contábil no mundo pós-Sped" realizada entre 19 de julho a 25 de agosto, que obteve 795 respostas.

Coordenado pelo professor Roberto Dias Duarte, autor da série de livros "Big Brother Fiscal", o levantamento mostrou que apenas 22,7% dos profissionais cursaram mais de 40 horas de treinamentos operacionais sobre Nota Fiscal eletrônica (NF-e), EFD-ICMS/IPI (21,5%), EFD-Contribuições (16,6%) e Sped Contábil (12,3%).

Ainda foi mostrado que a maior parte das empresas (61,3%) não investiu em marketing ou eventos para clientes, adequação à IFRS (60%) e consultoria organizacional (58,6%). Além disso, menos da metade das empresas (44%) investiu em infraestrutura tecnológica e (43,4%) reverteu recursos em sistemas de informação.

"A reclamação sobre a complexidade de adaptação ao Sped e as constantes mudanças legislativas é compreensível, mas não justifica toda esta falta de capacitação profissional e desinteresse das empresas contábeis em investir em seus colaboradores", avalia Duarte.

Segundo o estudo, sete em cada dez profissionais (66,9%) avaliaram a EFD-Contribuições como difícil ou muito difícil. A legislação foi citada por 45,9% dos entrevistados como sendo a principal dificuldade enfrentada pelos profissionais. Para 63% dos participantes, os impactos do Sped são positivos para as empresas de Lucro Real.

Carga tributária
Uma das percepções iniciais do Sped, a queda gradual da carga tributária no médio e longo prazo, parece não ser algo plausível para os profissionais contábeis. A maioria, ou 71,7%, acredita que a sistemática não reduzirá a carga tributária, enquanto 64,4% têm a mesma opinião de que a complexidade neste campo não diminuirá.

Outro cenário mostra que 58,4% dos participantes acham que o Sped não reduzirá os custos operacionais das empresas, e 55,6%, os custos operacionais dos escritórios contábeis. Entretanto, 53,1% apostam no aumento do valor das consultorias em sistemas; 49,3%, no preço das licenças de software; e 46,4% na remuneração das consultorias tributárias.

Fonte: Administradores.com.br 
terça-feira, setembro 11, 2012 Postado por Unknown 0